even if this is not your blog type, everyone has to reblog this!
Saudade dói, eu sei muito bem disso…
Lonely Day - System of a Down
Such a lonely dayAnd it’s mineThe most loneliest day of my life
We Might As Well Be Strangers - Keane
We might as well be strangers in another town
Um dia gatinha manhosa eu prendo você no meu coração Quero ver você, fazer manha então Presa no meu coração Quero ver você
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Saudade de te!
O 11/9 em minha vida…
Onze de Setembro de Dois Mil e Um. Há dez anos em uma manhã comum de terça-feira, eu e o resto mundo acompanhamos um ato bárbaro de violência. Uma descrição é dispensável, pois imagino que todos os leitores irão lembrar-se das imagens tão difundidas pelos vários meios midiáticos a partir daquele dia.
Eu estudava no primeiro ano científico e tinha quinze anos. Pela manhã sempre ia para empresa da minha família, e foi de lá pela televisão, que acompanhei a agonia de todos aqueles seres humanos em tempo real. Desde então o 11/9 ficou marcado em minha mente, toda a violência e a surpresa do momento, como chama ainda queima um pouco em minha mente.
Apesar da distância continental a sensação é de que tudo aconteceu aqui pertinho. Com nossa família, com nossos amigos e irmãos humanos. E o choque do momento não abalou só os USA, mas sim todo o mundo livre. No mundo que cultivamos a paz a curto, médio e longo prazo.
Não escrevo esse texto para julgar o lado a ou o lado b da história. Cada um tem seus pecados. Isso é fato. Cada nação, cada povo. O que não justifica a barbárie e a execução de inocentes como moeda de medo. Na verdade tento redigir um desabafo em forma de homenagem há todos os seres humanos - assim como eu e você – que partiram naquela manhã de forma tão brutal e perturbadora.
Que mais esse parto que a humanidade sofreu sirva de lição para as futuras gerações. Onde não devemos dividir, mas sim multiplicar e somar. Somos todos iguais e todos merecemos uma chance. Que uma nova Aurora recaía sobre o Homem, a Aurora da Paz, Compreensão e Solidariedade.
Às vítimas e aos sobreviventes do WTC 11/9 minha singela homenagem.
Numa noite de delírio febril…
Demora um pouco até enjoar depois de engolir seu próprio sangue. Depois é só se agachar e começar a expelir todo o veneno. Nesse jogo perdido com um céu igual ao de “Casa Blanca”, eu tento reunir meus dentes na poça de vômito e pensar na dignidade que me foi amputada.
A brisa noturna parece lâmina na minha carne rasgada, como se tivesse sido mastigada por feras. Mas o que chama minha atenção é olhar a praça destruída, banhada de sangue e hospedando tantos ratos e outras pragas. O cenário que copia fielmente o inferno dos religiosos fanáticos e moribundos.
É difícil desejar viver assim, mas o instinto sobressai. Acima de tudo sou um animal, um animal que luta por um canto quente durante essa noite infernal e congelante. A febre me consome, e só penso em como seria confortável fechar os olhos e descansar para sempre. Esquecer esse lixo e abandonar toda a lepra da carne. Eutanásia realmente deveria ser uma opção uma hora dessas, com um botãozinho na nuca.
Eu perdi o jogo, que sempre é perdido. Sou fraco, e estou indo em direção ao meu calvário abandonando meu eu primitivo e escolhendo o sabor amargo do concreto esmagando meu crânio. Meu ultimo grande ato em homenagem a toda estupidez humana.
Além de um tributo aos meus amigos queridos e nossos momentos, é destinado a todos os marginais da vida digital.
Aqui tento migrar minha realidade para conjuntos binários de 0 e 1. Com poesia, música, amor, dor, lixo, luxo e tudo q a vida tem a nos oferecer.
Paz Profunda!
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Dicio: dicionário de português
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